As graduações de nível superior na área de humanas têm a disciplina de ética, de uma forma geral, como um dos pilares para a formação do aluno. Isso é esperado. Afinal, a ética é responsável por harmonizar as relações entre os indivíduos em uma sociedade e entre eles e a coletividade. No entanto, a ética tem estado cada vez mais presente no currículo de cursos da área de exatas, de engenharias e de tecnologias, que não são tradicionalmente inclinadas ao estudo deste campo de conhecimento. E isso tem uma razão.
A ética permeia as diversas relações humanas, desde aquelas de caráter privado (como que escolha fazer diante de uma situação conflituosa dentro da própria família), como também as relações profissionais (objeto das associações de ética profissionais) e políticas (praticadas no contexto das decisões que afetam a coletividade). Portanto, sob qualquer ponto de vista que se observe, não se pode suprimir a ética da conduta dos indivíduos que vivem em sociedade, sob pena de haver um colapso das sociedades humanas.
Por essa razão, ninguém está livre para agir sem a devida observância dos princípios e valores éticos. Seja à frente de uma equipe médica ou atrás de um computador, a conduta do profissional deve passar, necessariamente, pela reflexão dos possíveis desdobramentos éticos de sua atuação.