Para começar a conversa!
Entender o desenvolvimento da história, pensamento e do método científico nos leva a compreender melhor o mundo que nos cerca, em especial, para compreendermos os processos e procedimentos ao fazermos uma pesquisa ou estudo.
Na pesquisa ou quando adentramos aos estudos no meio acadêmico, em especial na universidade que, a rigor, utiliza a modalidade científica para a construção e validade de suas condutas e comunicação.
A idade moderna, meados do século XV ao século XVIII, caracteriza se pelo despontar de novas visões metodológicas para o saber em si, neste período é destaque o pensador francês Renè Descartes.
Outros nomes na idade moderna deixaram marcas no método científico que são relevantes ainda hoje, mesmo que haja correntes de um novo fazer da ciência e novos métodos e processos devido ao avanço tecnológico, o marco cartesiano está presente no nosso cotidiano.
O marco divisório de época para a ciência e o conhecimento, Descartes e o método.
Vários filósofos e cientistas buscavam métodos para o saber, e Descartes dentre eles, desponta com seu pensamento.
Os escritos cartesianos evidenciam para a razão o rigor analítico com ideias claras, distintas e uma conexão ordenada.
São contemporâneos e contribuíram para ciência moderna e uma nova teoria da mente Issac Newton, Iohannes Amos Comenius e Gottfried Wilhelm Leibniz, dentre outros.
Descartes utilizou uma construção de ciência aplicando o pensamento sistemático, metodológico e matemático para explicar acontecimentos do mundo físico.
Composto por seis partes, o escrito de Descartes popularmente conhecido como O Discurso do Método, na segunda parte deste escrito estão enumerados os passos que ele considera para conduzir o pensamento metodicamente.
Como conduzir à razão?
1- Nunca aceitar alguma coisa como verdadeira que eu não conhecesse evidentemente como tal, ou seja, de evitar cuidadosamente a precipitação.
2-Dividir cada uma das dificuldades que eu analisasse em tantas parcelas quantas fossem possíveis e necessárias, a fim de melhor resolvê-las.
3-Conduzir por ordem meus pensamentos, começando pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer.
4-Elaborar em toda parte enumerações tão completas e revisões tão gerais que eu tivesse a certeza de nada omitir.
Conclusões
A máxima de Descartes está na expressão em Latim ‘Cogito ergo Sum’ que, numa das traduções possíveis, significa Penso logo Sou.
A lógica por traz do método cartesiano leva a uma reflexão solitária, em que todas as percepções de sentido podem ser submetidas ao questionamento de validade, não sendo possível, ao que questiona, submeter a dúvida sua própria existência, pois, dela depende a capacidade de colocar o demais das sensações em questão.